O mármore é muito sensivel ás substancias ácedas

alberte

Por Alberte Momán (*)

O mármore é muito sensível ás substancias azedas, ainda que pelo feito de ser uma rocha pudéssemos ter a percepção do contrário. A chuva que recolhe a polução que se acumula na atmosfera converte-se numa chuva azeda, a sua queda despe o cadáver derretendo o mármore. Dessa forma o poema nos despe, mostrando o subjacente. Neste livro indago na relação entre a autora e a sua obra, também o que acontece quando essa obra se desprende do corpo do ou da emissora e chega a distintas receptoras. Por outra parte, quando ficamos despidos frente ao mundo, desposuimo-nos da ficção e fica só a realidade. Essa realidade é a que deve formar parte do poema, ele deve ficar também despido e despossuído da ficção. Entendo o poema não como um artifício, pelo contrário considero-o um aforismo revelador, uma forma de tirar para a fronte uma verdade que transmuta no momento em que é recebida pelas pessoas que lêem e interpretam a mensagem desde um ponto de vista próprio. Neste livro está tudo o exposto, mas, como em todas as minhas obras, há uma parte muito importante de mim e das minhas próprias experiências.

(*) Texto original cedido por el autor. Inspirado en su nuevo libro.

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